Painel debate papel dos novos mandatos no estímulo a políticas de incentivo a cidades inteligentes

Quais serão as oportunidades e os desafios dos prefeitos eleitos diante do cenário atual? Este foi o tema do painel e webinar Cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis, realizado em 10/12 pelo LDRS e a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), do qual o Fórum participou representado pelo seu vice-presidente de Soluções Inovadoras do Fórum Inova Cidades, Michel Araújo.

Araújo atuou, ao lado do moderador Humberto Ribeiro, na elaboração de questões relacionadas a cidades inteligentes para os dois prefeitos convidados: Dr. Pitágoras, de Candeias (BA), e Gustavo Mendanha, de Aparecida de Goiânia (GO). Os gestores falaram sobre suas políticas de estímulo à inovação durante o mandato que se encerra em 2020, e também dos planos a partir de 2021.

Os professores Carlos Arruda, coordenador do Smart City Index do IMD no Brasil, e Eduardo Costa, autor do livro Cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis, contribuíram para o debate apontando caminhos para a gestão pública envolver os cidadãos na construção de cidades melhores para viver. “A grande vantagem dessa revolução tecnológica que estamos vivendo é que novos mercados e novas indústrias vão surgir. Diante disso, como gerar empregos do futuro? E cidadãos prontos para serem atores desse futuro?”, questionou Arruda.

Costa, por sua vez, diferenciou as cidades inteligentes do conceito de cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis. Para ele, as smart cities ficaram muito ligadas à ideia de tecnologia de ponta. “No contexto das cidades mais humanas, inteligentes e sustentáveis, o foco é no cidadão. A tecnologia é muito importante, mas o foco tem que ser o cidadão. E a métrica do resultado tem que ser também o cidadão. Isso não é ser contra a tecnologia, é usá-la a favor do que é bom e mensurável pelo cidadão”, argumentou. Para colocar isso em prática, ele sugere que os gestores façam testes em uma parte específica da cidade e depois ampliem.

O especialista citou, ainda, três formas de aplicar o conceito de uma cidade com foco no cidadão:

  1. Concentrar moradia, lazer e trabalho no mesmo lugar, gerando menos deslocamentos;
  2. Ouvir o cidadão nos processos de gestão desde o começo, co-criando e compartilhando com ele os planos da prefeitura;
  3. Desindustrializar e focar em serviços.

Assista ao painel completo.