MDR e GIZ apresentam os próximos passos da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes a representantes do Fórum

O Fórum Inova Cidades se reuniu com representantes do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e da Agência de Cooperação Alemã (GIZ), para discutir ações conjuntas que apoiem a disseminação e implementação da Carta Brasileira de Cidades Inteligentes.

A GIZ relembrou o processo de construção da Carta e ressaltou o desafio de manter a articulação e implementar as ações propostas para os diversos atores. Para isso, foi criado o Projeto Tradus, que tem como objetivo disseminar o conteúdo da Carta e capacitar os gestores públicos responsáveis pela aplicação do que o documento propõe. O projeto prevê campanhas nas redes sociais, podcasts, materiais audiovisuais, capacitações em versão acelerada ou extensa, uma versão resumida em 3 línguas e um guia de implementação local. Além disso, está sendo planejado um intenso trabalho com a comunidade da Carta, tendo em vista a implementação colaborativa, a partir da plataforma da ReDUS e as subcomunidades da rede, e o desenvolvimento de termos de referência modelos, que facilitem a contratação de soluções necessárias.

A ideia é que todo processo participativo que esteja ligado à temática de cidades inteligentes ou desenvolvimento urbano sustentável seja cadastrado na plataforma da rede, assim como os materiais e produtos que tratem do assunto. Isso vai fazer com que a comunidade se fortaleça e colabore entre si, aumentando o alcance e impacto das ações nessa área.

O Fórum vai começar a utilizar o site e promoverá uma imersão com os membros do grupo. A Carta ainda será uma das pautas da próxima reunião ordinária e o Fórum será parte do grupo de validação do conteúdo do guia de implementação.

Para saber mais, acesse: https://www.gov.br/mdr/pt-br/assuntos/desenvolvimento-regional/projeto-andus/carta-brasileira-para-cidades-inteligentes.

Fórum Inova Cidades marca presença no evento nacional Connected Smart Cities & Mobility 2021

Em sua 7º edição, o Connected Smart Cities & Mobility discutiu projetos, cases e ações de cidades inteligentes e lançou o seu ranking anual, em evento semipresencial em São Paulo, de 1º a 3 de setembro. Neste ano, a organização contou com mais de 300 palestrantes e, aproximadamente, 600 pessoas no Centro de Convenções Frei Caneca, além de mais de 2.200 acessos na plataforma de transmissão virtual. Secretários e secretárias do Fórum estiveram presentes como convidados da cerimônia de anúncio do ranking e, também, como palestrantes de diversos painéis. E o evento proporcionou a oportunidade para a realização da primeira reunião presencial dos novos membros do Fórum Inova Cidades 2021.

No primeiro dia da programação, o ponto alto, logo depois da Cerimônia de Abertura, foi a apresentação do Ranking Connected Smart Cities 2021. Foram reveladas as 15 cidades que melhor se posicionaram no ranking, avaliadas nos eixos de mobilidade, urbanismo, meio ambiente, tecnologia e inovação, economia, educação, saúde, segurança, empreendedorismo, governança e energia. Das 10 primeiras colocadas, 6 fizeram ou fazem parte do Fórum Inova Cidades.

No segundo dia, continuaram as mesas redondas e foram revelados os vencedores do Prêmio Connected Smart Cities 2021. Neste ano, o Prêmio foi dividido entre as categorias Negócios em Operação (com produtos ou serviços disponíveis no mercado), e Negócios Pré-Operacionais (que ainda estão em fase de desenvolvimento). De cada categoria, foram escolhidos cinco finalistas. Entre eles, houve três primeiros colocados.

Ao longo dos dois dias, no formato presencial, e também digital, o Connected Smart Cities & Mobility, somado ao AirConnected, contou com 56 empresas participando das Rodadas de Conexões e Negócios. Foram 82 reuniões que movimentaram o mercado de soluções para problemas como mobilidade urbana, sustentabilidade e infraestrutura, tanto no contexto das cidades inteligentes, como no setor aeroespacial.

No terceiro e último dia, a programação foi 100% online e teve agendas importantes de parceiros do evento, entre eles o BrazilLAB/Fórum Inova Cidades, que realizaram o painel “Como tornar as Cidades Inteligentes mais sustentáveis, ampliando o uso de fontes de energia renovável?”. Além da Presidente do Fórum, Cris Alessi, e do CEO e Co-Fundador do BrazilLAB, Guilherme Dominguez, o debate teve a participação da CEO da Bright Cities, Raquel Cardamone, e do Diretor-Presidente da 2W Energia, Cláudio Ribeiro.

Vice-Presidentes da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) se reúnem para debater a inovação nas cidades com representantes do Fórum

O fomento à inovação, ciência e tecnologia como ferramentas de desenvolvimento local sustentável foi o mote da reunião dos Vice-Presidentes da FNP para as áreas temáticas ligadas à pauta. O encontro virtual teve o objetivo de aproximar os prefeitos que lideram o tema na organização. Na ocasião, também foi feita a apresentação do Fórum Inova Cidades e a parceria com o BrazilLAB, primeiro hub de inovação GovTech do Brasil, responsável pela Secretaria Executiva do Fórum.

O encontro contou com a participação do CEO e Co-Fundador do BrazilLAB, Guilherme Dominguez, e da Presidente do Fórum Inova Cidades, Cris Alessi, que apresentou a trajetória e estrutura do Fórum, colocando o grupo à disposição dos prefeitos para um debate mais aprofundado e mais técnico sobre temas que eles entendam ser prioritários para as cidades ligadas à FNP. A Frente tem como público-alvo os municípios com mais de 80 mil habitantes.

Participaram da agenda os prefeitos Bruno Cunha Lima, de Campina Grande/PB, Vice-Presidente de Ciência e Tecnologia; Gustavo Reis, de Jaguariúna/SP, Vice-Presidente de Telecomunicações; Victor Coelho, de Cachoeiro de Itapemirim/ES, Vice-Presidente de Governo Digital; Marcos Vinicius, de Coronel Fabriciano/MG, Vice-Presidente de Tecnologias Aplicadas para a Saúde; e o Vice-Prefeito de Olinda/PE, representando o Prefeito Professor Lupércio, Vice-Presidente de Educação e Conectividade.

Fórum Inova Cidades elege nova diretoria para o biênio 2021/22

Na primeira semana de agosto, o Fórum realizou a primeira reunião da sua nova diretoria, eleita em julho para o biênio 2021/22. Os novos vice-presidentes se encontraram virtualmente para discutir a pauta prioritária que irá direcionar os trabalhos da nova direção este ano e alinhar as expectativas da atuação de cada um com a Presidente do Fórum, Cris Alessi, e representantes do BrazilLAB, organização responsável pela Secretaria Executiva do grupo.

O Fórum Inova Cidades tem uma governança baseada em cinco vice-presidências temáticas. Na ocasião, os representantes de cada área comentaram sobre os desafios e expectativas da nova gestão.

Responsável pela vice-presidência de Ambientes de Inovação, o Secretário de Inovação e Desenvolvimento de Ribeirão Preto/SP, Eduardo Molina, afirmou que a expectativa é “encontrar formas de compartilhar conhecimento entre experiências que já ocorrem para que prefeitos e secretários possam acelerar o aprendizado de boas e más práticas”.

Opinião compartilhada também pelo Secretário-Executivo de Transformação Digital de Recife/PE, Rafael Figueiredo Bezerra, Vice-Presidente de Soluções Inovadoras, que destacou o propósito das redes para “compartilhar fracassos e soluções inovadoras”.

O Secretário de Inovação e Administração de Santo André/SP, Pedro Seno, pontuou que os desafios municipais são muito parecidos e, por isso, “quanto mais gente estiver na discussão de processo e ideias, mais fácil desenvolver ações inovadoras”. Seno, que é Vice-Presidente de Governança e Planejamento, atualmente acumula também a secretaria de Finanças do município paulista.

“É tendência falar de inovar, mas conseguir levar esse pragmatismo, para colocar em prática, é um desafio”, comentou o Vice-Presidente de Relações Institucionais e Federativas, Antônio Carvalho, Secretário de Governança de Maceió/AL.

Ainda sobre os desafios, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Tecnológico e Inovação de Tubarão/SC, Giovani Bernardo, falou sobre “levar a temática do Fórum para todos os rincões do país”, com o objetivo de transformar o Brasil de baixo para cima. Giovani foi eleito para a vice-presidência de Desenvolvimento Regional.

Curitiba assume Presidência do Fórum InovaCidades

É com alegria que comunicamos a nova presidência do Fórum InovaCidades: Cris Alessi, Presidente da Agência de Desenvolvimento e Inovação de Curitiba, passa a Presidir o Fórum desde 15 de julho.


Cris Alessi exerceu o papel de Vice-Presidente de Soluções Inovadoras no Fórum, sendo membro ativo e presente desde a construção da governança do InovaCidades, abrindo espaços de visibilidade importantes para a organização, como no evento Smart City Curitiba e a apresentação do Fórum aos Prefeitos na 75ª Reunião Geral da FNP.

Cabe destacar sua gestão na Agência Curitiba de Desenvolvimento e Inovação, que em 2018 implantou o projeto Vale do Pinhão, um movimento para promover e incentivar ações de cidades inteligentes ancorado em 5 pilares: Educação Empreendedora, Urbanização e Sustentabilidade, Legislação e Incentivo fiscal, Articulação do Ecossistema e Tecnologia.

Por esses méritos, ela foi indicada pelos seus pares na vice-presidência do Fórum para assumir o posto de Presidente, no lugar de Rodrigo Barros, que deixou nossa Presidência após desligar-se da Prefeitura de Guarulhos, no último dia 05 de julho.

A nova Presidente assume com a missão de estreitar relações com o governo federal e ampliar o engajamento dos membros do Fórum. Ela continuará contando com o apoio dos Vice-Presidentes Guilherme Calheiros (Recife), de Ambientes de Inovação em Cidades; Marcus Rocha (Florianópolis), de Planejamento e Governança; Íria Almeida (Maceió), de Desenvolvimento Regional; e Daniel Anneberg (SP), de Relações Institucionais e Federativas, para promover entregas importantes do Fórum aos seus membros.

Sobre
Cris Alessi é publicitária de formação, especialista em Marketing Digital, com foco em novas tecnologias que beneficiem negócios e pessoas. Desde 2012 atua no setor público, assumindo o desafio de implantar Inovação na gestão pública. Ela é, também, presidente do Conselho Municipal de Inovação em Curitiba.

COMUNICADO

Informamos que na sexta-feira, 05 de Julho de 2019, Rodrigo Barros deixa a secretaria de Desenvolvimento Científico, Econômico, Tecnológico e  Inovação (SDCETI)  da cidade de Guarulhos , para assumir seus negócios como empreendedor. Rodrigo Barros esteve à frente da pasta desde o início da gestão Guti, em 2017 e contribuiu com importantes conquistas em prol do desenvolvimento do município.

Dessa forma, Rodrigo deixa também a presidência do Fórum Inova Cidades, o qual orgulha-se de ter feito parte e de ter compartilhado experiências. O ex-presidente agradece a contribuição de todos os membros e deseja  sucesso nos avanços dos objetivos do Fórum.

Durante os 6 meses que esteve à frente do Fórum, Rodrigo foi fundamental para liderar a estruturação e governança da organização, assim como representou-a em eventos e foros importantes como Smart City Expo Curitiba, Congresso das Cidades do Piauí e o Smart City Accelerator em Harvard, Boston (EUA).


O Fórum InovaCidades, por sua vez, agradece imensamente ao nosso primeiro Presidente o trabalho realizado ao longo destes meses à frente da representação do Fórum. Temos certeza de que ele será absolutamente bem sucedido nos seus desafios.


O agora ex-secretário assume na quarta-feira, dia 10 de julho, como CEO da Boali, rede de alimentação saudável a qual é sócio há cinco anos.

Pilares de atuação: Governança e Planejamento, Ambientes de Inovação e Soluções Inovadoras

A implantação de um projeto de inovação na gestão e de cidade inteligente é um tema amplo e transversal que, para ser feito de forma efetiva, depende de dois fatores críticos: liderança e resiliência de projetos.

Quando falamos de liderança no contexto da cidade nos referimos aos Prefeitos, chefes do Poder Executivo, que precisam empoderar quem lidera o processo de inovação a atuar transversalmente em todas as pastas municipais, passando a todo o secretariado a relevância da pauta como uma pauta geral de governo. Isto evita um problema comum na implantação de projetos e ações de inovação, que exigem uma visão holística e transversal dos problemas municipais, de resistência de pastas que realizam atividades-fim devido a uma percepção de possível ingerência no âmbito da sua competência por outra pasta.

A tendência das pastas que tratam do tema de inovação é figurarem como pastas meio, menos comprometidas com o atendimento de demandas imediatas do dia-a-dia para serem capazes de pensar “fora da caixa” em alternativas de abordagem dos problemas. As pastas-fim precisam ver as pastas de inovação como parceiros estratégicos que vão possibilitar uma melhoria na sua realidade, e esta percepção depende em grande parte da percepção do próprio chefe do executivo. 

Já a resiliência de projetos é um imperativo diante da realidade de que os projetos capazes de verdadeiramente transformar as cidades são de médio e longo prazo. No contexto político do Brasil muitos governantes se prendem demais a questões imediatas, priorizando ações com impacto imediato que entendem ser capazes de dar um resultado eleitoral mais palpável. Hoje há uma maior percepção de que esta é uma visão fadada ao fracasso e muitos gestores percebem a importância de pensar para além do período do próprio governo.

O planejamento de médio e longo prazo pode se dar por soluções tecnológicas que permitem dotar tanto o planejamento quanto o acompanhamento da execução de projetos de maior interatividade e transparência, como a pauta de eGovernment, estratégica para mudar a perspectiva de democracia participativa no Brasil, viabilizando um processo de implantação de cidades inteligentes capaz de dialogar com as diferentes realidades e demandas locais.

O tema de Ambientes de Inovação é outro ponto essencial quando falamos das demandas e inovação nas cidades. Desde 2015 o Brasil vem passando por um processo de transformação na realidade institucional dos sistemas de inovação, com a Lei de Inovação Federal ganhando em 2016 um caráter de Lei Geral, dando muitas atribuições e faculdades a todos os entes da Federação – União, Estados e Municípios. Temos igualmente três níveis de organização dos nossos sistemas de inovação do ponto de vista legal, mas realidades muito diferentes quanto ao acesso a recursos, em especial quando falamos de cidades de menor porte.

Este tema vai abarcar tanto a estruturação desses sistemas municipais quanto dos ambientes que os compõem como Parques Tecnológicos, Centros de Inovação Tecnológica, Incubadoras Tecnológicas, Espaços Públicos de Cowork e Aceleração, bem como Núcleos de Inovação. Vamos trabalhar a articulação entre as diversas esferas dos sistemas de inovação no Brasil com especial atenção às demandas municipais, sendo esta a esfera de governo mais próxima do dia-a-dia dos cidadãos, isso passa pelo suporte às cidades na estruturação dos seus sistemas locais de forma a aproveitar as oportunidades que as mudanças legislativas em âmbito federal trouxeram.

Por fim, temos o pilar de Soluções Inovadoras, que vai enfrentar os principais desafios dos municípios em incorporar o desenvolvimento que observamos no setor privado na área pública. Alguns temas centrais nesse pilar são os modelos de contratação com entes privados sem fins lucrativas e com fins lucrativos( Ex: Potencial de uso de Contratos de Gestão e modelos de parceria da Lei 13.109/2014, implantação e utilização dos Convênios para pesquisa, desenvolvimento e inovação previstos na Lei de Inovação, Provas de Conceito – POC e contratações “as a Service” – SaaS), a construção de uma plataforma de compartilhamento de recursos tecnológicos para acelerar a adoção de novas tecnologias pelas cidades aproveitando a experiência e os investimentos feitos por outros municípios, estruturação e modelos de contratação coletiva de desenvolvimento de soluções tecnológicas com possibilidade de adesão de interessados e o potencial e modelos de desestatização para viabilizar investimentos em infraestrutura de tecnologia e facilitar a incorporação de inovação nos serviços públicos.

Por Rodrigo Barros
Presidente Fundador do Fórum InovaCidades